Impasses e perguntas
A questão do trânsito na cidade está mesmo num impasse. A Prefeitura deseja transferir a responsabilidade pelo estacionamento pago para o Consepro, que é o Conselho Comunitário Pró Segurança Pública. E aí?
As perguntas que ficam são as seguintes: é atribuição do Consepro cuidar do trânsito? O que o estacionamento pago tem a ver com a segurança pública? Por que o município quer se desvencilhar do projeto?
Concordo que alguns motoristas são realmente perigosos na direção, mas isso não significa que segurança pública dependa do trânsito (e vice-versa), certo? O que se verifica, na cidade, é que o trânsito está mesmo jogado às traças. Basta ver as sinalizações de “reserva de vagas”, que têm motivado intensas reclamações de motoristas. Só para citar alguns exemplos: vagas de táxi que não são utilizadas por taxistas (e que, por isso, ficam eternamente reservadas e vazias), vagas de “carga e descarga” sem qualquer razão de ser, vagas para idosos e deficientes em locais sem qualquer justificativa, e, finalmente, um único quarteirão que possui cinco vagas de farmácias. Existe bom senso nisso? Certamente não.
Aliás, falando nisso, por que tantas vagas para idosos? Idoso não caminha? Se não caminha, é deficiente e deve ocupar as vagas para os deficientes. Se caminha, faz muito bem pois isso ajuda a sua saúde. Não tem a menor necessidade de vaga reservada na frente do banco, por exemplo. Sendo assim, são dispensáveis todas essas vagas “particulares”. Que me perdoem os idosos, mas saúde é fundamental. Caminhar cem ou duzentos metros só faz bem.
Em relação ao Consepro, a grande dúvida é: e se o estacionamento rotativo continuar a dar prejuízo, quem vai pagar a conta?
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E já que estamos em ritmo de interrogações existenciais e práticas, aí vão algumas para você responder na hora do chimarrão:
Para que serve o bolso do pijama?
Por que a laranja tem o nome de laranja e o limão não se chama verde?
Por que postos de combustíveis abertos 24 horas têm fechaduras nas portas?
Por que os pilotos kamikazes usavam capacete?
Como o vinho pode ser seco, se é líquido?
Se depois do banho estamos limpos, por que lavamos a toalha?
Se todos os homens são iguais, por que as mulheres escolhem tanto?
Por que os filmes de batalhas espaciais são tão barulhentos se o som não se propaga no espaço?
Como se escreve zero em algarismos romanos?
Por que o brasileiro observa a vida de uma dúzia de engraçadinhos do Big Brother durante três meses, faz ligações para votar (pagando por elas), e não é capaz de pesquisar a vida de um político uma única vez antes de votar nele?
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