Piada bem moder…
Piada bem moderninha: dizem que os japoneses e brasileiros têm em comum palavras fundamentais de suas vidas que começam como a letra “i”.
Explicando melhor. Os japoneses têm equipamentos de uso cotidiano como “IPAD”, “IPHONE”, “IPOD”, entre outros.
Já os brasileiros vivem às voltas com o IPTU, ITR, IPVA, IOF, e assim por diante.
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O engraçado é que insistem em dizer que no Brasil não existe a incidência de um imposto sobre outro, que juridicamente chamamos de “bis in idem”, isto é, acumulação de impostos. É puro papo furado.
Veja só. Você recebe um determinado valor ao longo do ano e paga o Imposto de Renda sobre esse valor. Ou seja, você só pode utilizar livremente o que sobrou, agora livre de impostos porque é a sua renda líquida após a incidência.
Pois bem. Com esse restante você pagará, ao longo do ano, numerosos impostos, como o IPTU, o IPVA, o DPVAT, o IOF nas operações financeiras, sem falar nas incontáveis taxas que nos assombram diariamente. A lógica — se existisse lógica no Brasil — seria descontar também todos esses impostos da base de cálculo do Imposto de Renda, certo? Certíssimo, mas não por aqui…
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Você sabia que hoje, dia 20 de janeiro, é o Dia Nacional do Fusca? Eu também não sabia. Descobri folheando uma dessas agendas que estão repletas de datas comemorativas.
Soube, por exemplo, que em Curitiba existe em Festival Nacional do Fusca, que reúne centenas de proprietários do antigo “carro do povo”. O carrinho, que foi fabricado ao longo de 75 anos, continua a ser motivo de orgulho para seus donos, pois, acredite, houve um tempo em que um fusca era símbolo de poder aquisitivo e status. Naquele tempo, também, não havia brinquedos eletrônicos.
O quê? Não acredita? Então você ainda é bastante jovem.
Pois houve um tempo em que os brinquedos não necessitavam de energia elétrica, controles, cabos ou redes sociais. É verdade! A diversão da garotada que hoje já é quarentona dispensava todo e qualquer apetrecho tecnológico.
Além do futebol (que podia até ser com bola de pano), tínhamos o dominó, a amarelinha, o pião, o jogo do osso (e o típico brinquedo gaúcho: a tropa de osso), a peteca, o bambolê, o bodoque e assim segue a lista.
Mas o mais marcante, o mais lembrado, e que encantou gerações, foi o gude, com as bolinhas de vidro que rolavam pela casa (incomodando nossas mães) e em todos os pátios e em qualquer esquina. De vez em quando o cachorro engolia uma bolita e gerava pânico na família.
As bolitas argentinas, com suas linhas internas coloridas, eram verdadeiro encantamento, capaz de causar inveja e sobrevalorizar o produto. Um bolita argentina chegava a custar três vezes o valor de uma brasileira, o que mostra que nossas disputadas comerciais com os hermanos vêm de longe.
Não estou dizendo que os brinquedos do passado eram melhores ou mais divertidos. Esse julgamento é intimo e pessoal. Na verdade, as brincadeiras eram mais simples, o mundo mais ingênuo, e a vida parecia interminável. Como um fusca.
Impasses e perguntas
A questão do trânsito na cidade está mesmo num impasse. A Prefeitura deseja transferir a responsabilidade pelo estacionamento pago para o Consepro, que é o Conselho Comunitário Pró Segurança Pública. E aí?
As perguntas que ficam são as seguintes: é atribuição do Consepro cuidar do trânsito? O que o estacionamento pago tem a ver com a segurança pública? Por que o município quer se desvencilhar do projeto?
Concordo que alguns motoristas são realmente perigosos na direção, mas isso não significa que segurança pública dependa do trânsito (e vice-versa), certo? O que se verifica, na cidade, é que o trânsito está mesmo jogado às traças. Basta ver as sinalizações de “reserva de vagas”, que têm motivado intensas reclamações de motoristas. Só para citar alguns exemplos: vagas de táxi que não são utilizadas por taxistas (e que, por isso, ficam eternamente reservadas e vazias), vagas de “carga e descarga” sem qualquer razão de ser, vagas para idosos e deficientes em locais sem qualquer justificativa, e, finalmente, um único quarteirão que possui cinco vagas de farmácias. Existe bom senso nisso? Certamente não.
Aliás, falando nisso, por que tantas vagas para idosos? Idoso não caminha? Se não caminha, é deficiente e deve ocupar as vagas para os deficientes. Se caminha, faz muito bem pois isso ajuda a sua saúde. Não tem a menor necessidade de vaga reservada na frente do banco, por exemplo. Sendo assim, são dispensáveis todas essas vagas “particulares”. Que me perdoem os idosos, mas saúde é fundamental. Caminhar cem ou duzentos metros só faz bem.
Em relação ao Consepro, a grande dúvida é: e se o estacionamento rotativo continuar a dar prejuízo, quem vai pagar a conta?
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E já que estamos em ritmo de interrogações existenciais e práticas, aí vão algumas para você responder na hora do chimarrão:
Para que serve o bolso do pijama?
Por que a laranja tem o nome de laranja e o limão não se chama verde?
Por que postos de combustíveis abertos 24 horas têm fechaduras nas portas?
Por que os pilotos kamikazes usavam capacete?
Como o vinho pode ser seco, se é líquido?
Se depois do banho estamos limpos, por que lavamos a toalha?
Se todos os homens são iguais, por que as mulheres escolhem tanto?
Por que os filmes de batalhas espaciais são tão barulhentos se o som não se propaga no espaço?
Como se escreve zero em algarismos romanos?
Por que o brasileiro observa a vida de uma dúzia de engraçadinhos do Big Brother durante três meses, faz ligações para votar (pagando por elas), e não é capaz de pesquisar a vida de um político uma única vez antes de votar nele?