Breves reflexões natalinas
O Natal é momento para reflexões. Somos forçados a isso, forçados a pensar em coisas incomuns, em realidades que fogem da rotina. A introspecção pede passagem, e pensamentos distantes nos invadem. Isso é bom. Faz lembrar que temos vida interior, que nem tudo é publicidade e consumo.
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As compras de Natal somente serão ótimas quando você puder dizer à balconista: “Lança esse valor no cartão de crédito do Papai Noel…”
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Num mundo massacrado pela publicidade, como explicar ao teu filho o amor que tens por ele se não podes dar o presente que a TV lhe oferece?
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Jesus, quando menino, não acreditava em Papai Noel. Acho que só isso já garantiu a ele uma infância melhor do que a nossa.
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“Vaquinha de presépio” virou expressão idiomática, para designar alguém que está em algum lugar apenas como enfeite, que nada faz, nada muda, não interfere, não participa e não faz história. Vou passar a observar com mais atenção. Desconfio que conheço um monte delas.
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As crianças muito pobres acreditam que o Papai Noel é algo como um prato de macarrão. Existe, sim, mas nunca passou por aqui…
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As suspeitas sobre a virilidade do Papai Noel vêm dos Estados Unidos. Lá ele se chama Santa Claus. Eu, hein!
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Papai Noel nem sempre foi funcionário da Coca-Cola. Antigamente ele fazia propaganda de uma fábrica de trenós, mas a indústria automobilística acabou com esse mercado. Estou tentando descobrir o que há por trás de seus negócios atualmente, porque todos os brinquedinhos vêm com uma etiqueta: “made in China”.
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Recentemente surgiu uma grave acusação contra o Papai Noel. Dizem que ele explora um monte de duendes que ficam o ano inteiro fabricando brinquedos num lugar escondido no Pólo Norte, sem hora-extra e adicional noturno. Isso sem falar no frio que os coitadinhos enfrentam.
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Natal é o momento de desfiar nossas boas intenções e abrir os braços. Nada de mal há nisso se os propósitos são sinceros e nos esforçamos para tornar o mundo melhor. O grande problema é que isso quase nunca acontece. Na manhã do dia 26 o mundo volta ao normal. Resta, porém, uma certeza. A simples lembrança de que a vida pode ser melhor, e mais humana, já nos conforta, nos torna mais sensíveis. Por isso, e apesar de tudo, o Natal é um bom momento. Mesmo que seja para simples reflexões.
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