Blog do Beto Kieling

Crônicas, dicas e etcétera e tal

Não compareci ao ato de inauguração do crematório da cidade. Fiquei com medo de que precisassem de um voluntário…

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E o sujeito recebeu um telefonema do IML:

“Seu Nicanor, terminamos a necropsia da sua sogra. Agora precisamos saber o que o senhor decidiu: cremação ou sepultamento?”

O sujeito pensou um pouco e respondeu:

“Por garantia, vamos fazer as duas coisas…”

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Aliás, se existisse mesmo a necessidade de uma cremação para inaugurar o estabelecimento, o melhor mesmo era colocar lá o time que o Grêmio trouxe para o campeonato Sub-20. Morto o time já está…

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E por falar em morte, a próxima vítima é o peru do Natal. É o único que realmente detesta o Natal. Todo ano ele é motivo de piadas e comentários engraçadinhos, muitas vezes associando o pobre animal condenado à morte com o órgão sexual masculino. “Quem morre na véspera é o peru”, diz a frase famosa, para lembrar que todos temos um momento certo para partir desta pra outra.

Aliás, nessa história natalina existe uma grande injustiça. Quem morre é o peru, mas a missa é do galo. Ninguém lembra do peru na missa natalina. Só lembram do galo, que nada tem a ver com a história.

Dizem os registros históricos, que a tradição do peru natalino surgiu com a colonização dos Estados Unidos. Os indígenas ofereciam a ave aos primeiros colonizadores, salvando-os da fome. Essa atitude ficou conhecida como “Dia de Ação de Graças”, muito comemorado por lá, onde o peru é o prato principal (e não no dia de Natal). Mas o peru vai para a panela no mundo todo nesta época do ano. A produção de perus na Europa chega a 250 milhões de animais, e a grande maioria deles deve ser abatida neste mês de dezembro. No Brasil, a produção é de 11 milhões, o que também é surpreendente, não acha?

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Sabendo que iria para a panela, o peru foi aconselhar-se com seu amigo porco. O porco, muito esperto, sugeriu que o peru fingisse estar doente. Pois o dono dos bichos passou a observar o animal, dia após dia, cada vez mais preocupado. O peru parecia adoentado, sem ânimo, ficava o dia todo quieto.

Na véspera do Natal, o dono foi mais uma vez observar o bicho e concluiu que seria impossível fazer uma ceia natalina com aquele animal tão abatido. Por isso, gritou para a mulher: “Mulher, a ceia deste ano vai ser porco!”

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Você sabe o nome do cara que, pela primeira vez, armou o presépio do menino Jesus? É fácil. O nome dele era Armando Nascimento de Jesus.

17/12/2011 - Publicado por | Crônica Semanal

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